A espontâneidade na e-session…

Gente, vocês vão encher o saco. Tudo eu falo como é aqui, e como aí… Mas essa é minha realidade atual, um eterno confronto cultural e ideológico, e o que marca realmente são as diferenças.

Não faz muito tempo que no Brasil se começou a falar em “e-session” com esse termo, “e-session”. Apesar do termo ser em inglês, aqui também. É curioso como essa idéia de sessão de fotos de noivos é uma coisa recente aqui.

Arrisco alguns motivos. Como eu já disse aqui no blog, os casamentos aqui são diferentes. São muitas vezes cerimônias menores, ao ar livre (aqui na Alemanha mesmo, dou um exemplo neste post de um casamento no jardim do castelo).E como a maior parte acontece durante o dia(principalmente na primavera) as fotos já ficam lindas e maravilhosas, nem necessidade de fazer fotos depois se tinha (vale lembrar que trash the dress é americano, e pra ver se a coisa pegava por aqui, vieram com outro conceito, como o cherish the dress, que é um pouco diferente do trash, mas mesmo assim, a sessão não tem tanta força por aqui não).

Bom, pra fazer as sessões, os fotógrafos começaram a fazer  propaganda “vamos gente, vamos fazer essas fotos, é bom porque a gente cria intimidade, a gente se conhece um pouco mais, no dia as fotos vão ficar melhor etc etc, a gente faz umas fotos mais espontâneas (ih, fotojornalismo é uma coisa meio recente aqui, as fotos do casamento são mais posadas)…” aí criaram a tal da “E-session” (abreviatura de engagement -noivado + session). Aí a coisa começou a fluir mais e´pegou… Engraçado como no Brasil já tinhamos isso há tanto tempo… Mas ganhou um nome bonitinho agora, E-session.

E a coisa vai mudando mesmo… E rápido. Quando eu fui fazer minha “E-session” (uns 3 anos atrás…), eu quis fazer fora de estúdio no lugar que seria mesmo meu casamento. Mas teve pessoa que me disse “fora de estúdio?”. Sim, fora de estúdio! O que naqueeeeela época o pessoal achava tão estranho hoje é normalissimo, dificil alguém fazer em estúdio. ……………………………….

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