Os jardins do castelo de Kaiserburg… Nuremberg

Na Alemanha, Nuremberg foi parada obrigatória pra mim! Meus eram todos de lá!
Fomos sem livres, leves e soltos para explorar a cidade, sem pressa, sem roteiros, sem lenço (só não sem documento)! Ainda encontramos acontecendo uma feira medieval! Conto depois, a dica da vez é o Kaiserburg.
O castelo imperial (Kaiserburg) foi uma das mais importantes residências da realeza na Idade Média em Nuremberg. Começou a ser construído por ordem do rei Henrique III, em meados de 1050. Foi seriamente danificado em virtude da Segunda Guerra Mundial, mas restaurado logo após o término desta.
É possível visitá-lo por dentro, mas um passeio pela parte aberta do castelo que dá acesso aos jardins é imperdível. Olha só como meu amore e eu descobrimos, por acaso, uma entrada pela lateral.
Curiosinho…
Chegamos!
Embora não fosse a entrada “oficial” para o jardim, essa parte externa estava especial. A luz daquele final de tarde propiciou fotos super bacanas. Olha só as brincadeirinhas que fizemos:
(((Enquanto fazíamos as fotografias, o tempo todo eu me lembrava da Marlise, uma fotógrafa que conheci em Curtiba – que, aliás, dá um show à parte, sou mega fã – brinca com iluminação como ninguém. Adoro o trabalho dela, realmente é inspirador.))
Continuando nosso passeio, a parte externa do castelo ainda nos brindou com algumas vistas surpreendentes.
Ainda tem o jardim (de fato), a parte da frente que dá vista para a cidade (última foto no post com o roteiro). Mas vou sair do Burggarten para conseguir terminar o post.
Era costume do povo germânico (como muitos na Europa) a criação da cidade em torno do castelo. Eram construídas muralhas e a cidade se desenvolvia protegida por elas. Em Nuremberg ainda existe algumas construções típicas dentro dos muros que cercam os castelo:
Realmente, passeio imperdível. O passeio, a cidade…
Confira aqui o roteiro de 01 dia em Nuremberg e a Feira Medieval que acontece anualmente na cidade.

Tucher Spectaculum, Feira medieval

Imagine que você está passeando e tem a agradável surpresa de se deparar com uma feira medieval na cidade. Seria ótimo, não?
Ao se aventurar em agosto por Nuremberg, você pode ter a chance de ser catapultado direto para a Idade Média ao adentrar o recinto do Tucher Spectaculum, um festival que ocorre no fosso do Castelo da Imperial.
Mesclado ao colorido do mercado vêem-se bruxas, cavaleiros, faquires, cuspidores de fogo, lutadores de espada, concertos ao ar livre e highland games que levarão o vistante a uma viagem no tempo. Estas são algumas imagens da nossa rápida visita:

 

Dica: Se você estiver indo por esta época, procure o programa do evento e compre os ingressos antecipadamente (de preferência no começo do dia). Em cima da hora é difícil achar, principalmente as peças e corridas de bigas. Pena que dispunhamos de pouco tempo! Na próxima vez quero aproveitar melhor, mas fica a dica!

Schloss Nymphenburg

O Palácio Nymphenburg (em alemão Schloss Nymphenburg) é um dos locais mais famosos de Munique.
É uma boa opção de passeio para um dia bonito ou para um dia chuvoso, pois Lá é possível explorar o tanto o Castelo (que outrora serviu como residência de verão aos governantes da Bavaria) como o parque, um local arborizado com fontes e um rio canalizado.
Se você levar alguns pedacinhos de pão, logo na chegada você pode ser muito bem recebido pelos cisnes do lago.
Há várias coisas pra ver no complexo todo. Consulte o mapa logo à entrada e selecione o que mais te interessa, pois o preço do ingresso varia de acordo com o que você quiser visitar. Minha prioridade foi o Castelo e o parque. Este é o hall de entrada do palácio:
Belíssima arquitetura do barroca que mais tarde veio a ser redesenhada no estilo rococó, que foi predominante por vários séculos na modelação dos palácios. Segue mais algumas imagens de aposentos:
Abaixo, segue a imagem da “Sala das Beldades” (Jzuis, me tira da foto! rs). Houve um rei que fez uma seleção das moças mais belas de todo o reino e pediu para que diversos pintores as retratassem.
Embora em uma ou outra das legendas conste o nome das meninas e complementos como “filha de fulano” ou “duquesa do condado de …”, de acordo com os documentos históricos ali, a maior parte das moças foi escolhida relamente pela beleza. Estes são alguns quadros.
Contextualizando cada uma no seu tempo, nota-se que muitas delas realmente apresentam traços bonitos.
Mais alguns aposentos, inspirados no estilo francês
Se você quiser ir só para passear e aproveitar um dia bonito, não se paga ingresso para visitar o parque. Realmente vale a pena, recomendo o passeio!
Mais portraits que tiramos por lá, aqui.
Como chegar: Apanhe o eléctrico número 17 em direcção a Amalienburgstraße. Esta linha passa pelo centro da cidade, incluindo a Karlsplatz. Tempo médio: 20 min,

Schloss Nymphenburg – Portraits

Mais pictures tiradas no complexo do Castelo de Nymphenburg (veja no post anterior mais informações deste castelo em Munique!)

O que ver em Nuremberg – Roteiro de 01 dia

Chega de passado e vamos ao presente!

Roteiro de 01 dia.

Um passeio pela cidade já dá uma idéia da diversidade cultural, arquitetônica e gastronômica presentes nesta região do Bavaria.
No centro histórico de Nuremberg se encontram a maior parte dos principais pontos turísticos. Vou repassar um roteiro rápido pra quem quer fazer apenas um passeio de uma dia. O trajeto que eu fiz é este (abaixo na imagem). Mesmo para os mais despreparados fisicamente, é tranquilo fazer tudo a pé.
A .
Se você for de metrô/trem, pare na estação da Torre Weißer Turm. A torre acima da estação de metrô é o primeiro sightseeing da cidade.

B.
O ponto mais próximo é o Museu Nacional Germânico (Germanisches Nationalmuseum). Ele fica num mosteiro Cartuxo com claustros, uma igreja e as celas dos monges, datados do final da Idade Média. Lá se encontra material sobre a história, arte e literatura alemãs. Fechado às segundas-feiras.

C.
Em seguida, um dos pontos mais bonitos da cidade velha, o O Heilig-Geist-Spital, ou, antigo Hospital Espírito Santo, abriga às margens do rio Pegnitz algumas das jóias da realeza.
D. O Haupmarket é o coração da cidade antiga. Lá se encontra a Gothic Schöner Brunnen, réplica de uma bélissima fonte de 1385 (cuja original se encontra no museu Nationalmuseum Germanisches ) e a Igreja Frauenkirche, em estilo gótico, que contém vários trabalhos restaurados da Idade Média.
E.
Weinstadel mit Henkersteg, traduzindo, loja de vinho e a ponte do homem enforcado. Apesar do nome pouco sugestivo, o local é lindo e rende belas fotos.

F.
Weißgerbergasseé uma das ruas medievais melhor preservadas de Nuremberg. É linda e com certeza vale a pena a visita.

G.
Pra fechar com chave de ouro, uma subida ao Castelo Imperial, Kaiserburg, local característico da cidade na época da Idade Média, chama a atenção do visitante por se situar num dos pontos mais altos do centro histórico. Essa é uma das vistas, já anoitecendo:
Um passeio ao ar livre na parte aberta do castelo e pelos jardins é imperdível.

Um pouco sobre Nuremberg…

Este é o passaporte do meu bisavô. Sim, ele era de Nuremberg! Daí nasceu meu interesse pela cidade. O que ele teria deixado pra trás pra ir pro Brasa?

Nos tempos de Hittler, Nuremberg era a grande vedete dos nazistas. Devido à sua posição geográfica no centro da Alemanha, o Partido Nazista escolheu a cidade para ser o local de muitas convenções, a comícios e outros eventos relacionados aos ideais políticos. Um verdadeiro centro de ideais nazistas!
Foi lá, em 1935, que foram ordenadas as leis anti-semitas e revogada a cidadania para todos os judeus. A cidade também foi usada como distrito militar para fornecer treinamento de recrutas para combate.
Enfim… A importância que a cidade teve para os seguidores do füher a levou à sua quase completa destruição. Em 1945 o centro medieval da cidade foi todo bombardeado pelos EUA quando eles conseguiram a Alemanha. Posso até imaginar a cena:
“Ah é? Seus nazistas, vocês gostam de Nuremberg? Cidade bonitinha, é aqui o centro de onde vocês proliferavam todo seu o veneno? Fiquem com isso…” Isso é romancear um pouco? Talvez. O fato é que os americanos destruiram contruções muito antigas que nada tinha a ver com a história, ao menos com a história daquela época.
Em apenas uma hora, o as forças aéreas juntamente com o exercito destruiram 90% da cidade, mataram 1800 pessoas e deixaram 100.000 desabrigados. locados. Em uma hora! Outros ataques seguiram e mataram 6000 pessoas. Meu avô poderia ter sido um deles se não tivesse ido pro Brasil…
Após o término da guerra, a cidade foi reconstruída tal como era aparência antes dos ataques. Isso virou até um postal (abaixo), que eu comprei em uma das banquinhas por lá:

Nuremberg além de riquíssima em história, é linda, vale a pena o passeio, com certeza. Confira aqui o post sobre o que ver lá em 1 dia.

Livro sobre bordéis em campos de concetração nazista

Pesquisador revela crueldade de algo menos conhecido do terror nazista: os bordéis de prisioneiras

Der Spiegel

Mareike Fallet e Simone Kaiser
Os prostíbulos dos campos de concentração continuam sendo um capítulo resguardado dos horrores da era nazista. Agora, um pesquisador alemão estudou o assunto sombrio e revelou a crueldade meticulosa dos assim chamados “alojamentos especiais”.Chutando-as de botas, o soldado da SS tirou Margarete W. e outras prisioneiras do trem e levou-as para um caminhão. “Levantem a lona. Todo mundo para dentro”, gritou. Pela janela de plástico da lateral da lona ela observou quando entraram em um campo masculino e pararam na frente de um dormitório com uma cerca de madeira.

As mulheres foram levadas para uma sala mobiliada. O alojamento era diferente daqueles que Margarete W., então com 25 anos, conhecia de seu tempo no campo de concentração feminino de Ravensbrück. Havia mesas, cadeiras, bancos, janelas e até cortinas. A supervisora informou às recém-chegadas que agora estavam em um “bordel de prisioneiros”. Elas viveriam bem ali, disse a mulher, com boa comida e bebida e, se fossem obedientes, nada aconteceria elas. Então, cada mulher foi enviada a um quarto. Margaret mudou-se para o número 13.

O bordel de prisioneiras do campo de concentração de Buchenwald começou a operar no dia 11 de junho de 1943. Foi o quarto de um total de 10, chamados “alojamentos especiais” erguidos em campos de concentração entre 1942 e 1945, a partir de instruções de Heinrich Himmler, diretor da SS. Ele implementou um esquema de recompensas nos campos, pelo qual as “realizações particulares” dos prisioneiros lhes garantiam menor carga de trabalho, alimento extra ou bônus financeiros.

Himmler também considerou benéfico “fornecer aos prisioneiros trabalhadores mulheres em prostíbulos”, como escreveu no dia 23 de março de 1942 para Oswald Pohl, oficial da SS encarregado dos campos de concentração. A visão cínica de Himmler era que as visitas aos bordéis aumentariam a produtividade dos trabalhadores forçados nas fábricas de munição e pedreiras.

“Especialmente pérfido”

Ainda é um aspecto menos conhecido do terror nazista que Sachsenhausen, Dachau e até Auschwitz incluíam bordéis e que prisioneiras de campo de concentração foram forçadas à prostituição. O acadêmico de Berlim Robert Sommer, 34, estudou arquivos e memoriais de campos de concentração no mundo todo e fez diversas entrevistas com testemunhas históricas nos últimos nove anos. Seu estudo, que será publicado neste mês, fornece a primeira pesquisa ampla e científica desta “forma especialmente pérfida de violência nos campos de concentração”. Sua pesquisa serviu de base para a mostra viajante “Bordéis de campos – o sexo forçado nos campos de concentração nazistas”, que viajará por diversos memoriais no ano que vem.

Sommer fornece inúmeras evidências para combater a lenda que os nazistas proibiam resolutamente e lutaram contra a prostituição. De fato, o regime tinha uma fiscalização total da prostituição, tanto na Alemanha quanto nos territórios ocupados -especialmente depois do início da guerra. A rede ampla de bordéis controlados pelo Estado cobriu metade da Europa, e consistia de “bordéis civis e militares assim como os de trabalhadores forçados e ao mesmo tempo eram parte dos campos de concentração”, segundo Sommer.

A combatente da resistência austríaca Antônia Bruha, que sobreviveu ao campo de Ravensbrück, informou anos atrás que: “As mais bonitas iam para o bordel da SS, as menos bonitas para o dos soldados”.

O resto terminava no bordel do campo de concentração. No campo de Mauthausen, na Áustria, nos dez pequenos quartos do “Alojamento 1”, o primeiro bordel de campo começou suas operações com janelas fechadas em junho de 1942. Naquela altura, havia cerca de 5.500 prisioneiros do campo de trabalho forçado de Mauthausen, quebrando granito para as construções nazistas. No final de 1944, mais de 70.000 trabalhadores forçados moravam no complexo do campo.

A SS tinha recrutado dez mulheres para Mauthausen, seguindo as instruções da agência de segurança do governo para erguer bordéis nos campos de trabalho forçado. Isso significava entre 300 a 500 homens por prostituta.

Cerca de 200 mulheres compartilharam o destino dos prisioneiros de Mauthausen nos bordéis do campo. Prisioneiras saudáveis e de boa aparência de 17 e 35 atraíam atenção dos recrutadores da SS. Mais de 60% delas eram alemãs, mas polonesas, soviéticas e uma holandesa foram transferidas para “a força-tarefa especial”. Os nazistas não permitiam mulheres judias por razões de “higiene racial”. Primeiro, as mulheres eram enviadas para o hospital do campo, onde recebiam injeções de cálcio, banhos desinfetantes, alimentos e um banho de luz.

De 300 a 500 homens por prostituta

Perto de 70% das trabalhadoras forçadas à prostituição tinham sido presas originalmente por serem “antissociais”. Nos campos, as mulheres eram marcadas com um triângulo preto. Dentre elas, havia ex-prostitutas, cuja presença supostamente garantia a administração “profissional” dos bordéis dos campos, especialmente no início. Era muito fácil para uma mulher ser considerada “antissocial”, bastava, por exemplo, não cumprir as instruções de trabalho.

Até que ponto as mulheres se voluntariaram para essas “forças-tarefas especiais” não se sabe. Robert Sommer cita a combatente da resistência espanhola Lola Casadell, que foi levada a Ravensbrück em 1944. Ela disse que a diretora do seu alojamento ameaçou: “Quem quiser ir para um prostíbulo deve ir para o meu quarto. Advirto, se não houver voluntárias, vamos pegar vocês à força.”

O testemunho de Antonia Bruha, forçada a trabalhar na área do hospital do campo de concentração, lembra de mulheres “que vieram voluntariamente, porque foram informadas que depois seriam liberadas”. Essa promessa foi rejeitada por Himmler, que reclamou que “alguns lunáticos no campo de concentração feminino, ao selecionarem as prostitutas para os bordéis, disseram às prisioneiras que aquelas que se voluntariassem seriam liberadas depois de seis meses.”

A última esperança de sobrevivência

Para muitas das mulheres vivendo sob ameaça de morte, contudo, servir em um bordel era a última esperança de sobrevivência. “A principal coisa era escapar do inferno de Bergen-Belsen e Ravensbrüc”, disse Lieselotte B., prisioneira do campo de Mittlebau-Dora. “A principal coisa era sobreviver”. A sugestão de que faziam isso “voluntariamente” é uma das razões “pelas quais as mulheres dos bordéis são estigmatizadas até hoje”, explicou Insa Eschebach, diretora do memorial de Ravensbrück.

Mantendo a hierarquia nazista racista nos campos, a princípio, apenas alemães podiam visitar o bordel, depois os estrangeiros também foram incluídos. Os judeus eram estritamente proibidos. Recebiam esses bônus os capatazes, diretores de alojamento e outros ocupantes proeminentes do campo. Primeiro, eles tinham que ter o dinheiro para adquirir um bilhete, que custava 2 marcos. Vinte cigarros na cantina, enquanto isso, custavam 3 marcos.

As visitas aos bordéis eram reguladas pela SS, assim como as horas de funcionamento. Em Buchenwald, por exemplo, o serviço ficava aberto de 7 às 22h. Ele permanecia fechado na falta de água ou luz, em ataques aéreos ou durante a transmissão dos discursos de Hitler. Edgar Kupfer-Koberwitz, prisioneiro em Dachau, descreveu o sistema em um diário do campo de concentração: “Você espera no salão. Um soldado registra o nome e o número do prisioneiro. Depois, chamam o um número e o nome do prisioneiro em questão. Aí você corre até o quarto com aquele número. Cada visita é um número diferente. Você tem 15 minutos, exatamente quinze minutos.”

A privacidade era um conceito estranho aos campos de concentração, inclusive nos bordéis. As portas tinham janelas, e um soldado da SS patrulhava o salão. Os prisioneiros tinham que tirar os sapatos e não podiam falar além do necessário. A única posição sexual permitida era a de missionário.

Freqüentemente, o encontro nem chegava à penetração. Alguns homens não tinham mais força física para isso e, de acordo com Sommer, “alguns tinham mais necessidade de conversar com uma mulher novamente ou sentir a sua presença”.

A SS tinha muito medo de espalhar doenças sexualmente transmissíveis. Os homens recebiam unguentos desinfetantes nos hospitais antes de cada visita ao bordel, e os médicos tiravam amostras das mulheres para testar gonorréia e sífilis.

A contracepção, por outro lado, era um aspecto que a SS deixava para as mulheres. Entretanto, raramente engravidavam, já que muitas mulheres tinham sido esterilizadas à força antes de serem presas e outras tinham se tornado inférteis com o sofrimento nos campos. No evento de um “acidente ocupacional”, a SS simplesmente substituía mulher e a enviava para um aborto.

Aquelas que aguentavam a dureza da vida num bordel tinham mais chances de escapar da morte e, de acordo com a pesquisa de Sommer, quase todas as mulheres na prostituição forçada sobreviveram ao regime de terror nazista. Pouco se sabe o que aconteceu com elas ou se jamais conseguiram se recuperar da experiência traumática. A maior parte delas manteve silêncio sobre seu fardo pelo resto de suas vidas.

O livro de Robert Sommer, “The concentration camp Bordello: Sexual Forced Labor in National Socialistic concentration camps” (o bordel do campo de concentração: o trabalho forçado sexual em campos de concentração), será publicado em alemão pela Schöningh Verlag, Paderborn.

Tradução: Deborah Weinberg
Fonte: http://noticias.uol.com.br,
26/06/2009

Livro sobre bordéis em campos de concentração nazista (post 2)

“Bordéis eram criados para ‘incentivar’ trabalhadores forçados. Embora não muito conhecido, nunca foi realmente um segredo o fato de que os nazistas mantinham bordéis em campos de concentração. Um pesquisador alemão reuniu informações sobre o assunto e publicou um livro a respeito.

[…]
O livro é baseado em numerosas entrevistas com pequenos grupos de sobreviventes. De acordo com Sommer, os oficiais da SS eram convencidos de que os trabalhadores forçados se empenhariam mais se lhes fosse prometida a possibilidade de fazer sexo.
[…]
Sommer estima em 200 o total de prisioneiras forçadas a trabalhar em bordéis, inicialmente atraídas pela perspectiva de escaparem das brutalidades dos campos de concentração. A promessa de liberdade, no entanto, nunca era cumprida, revela Sommer.
[…]
A grande maioria destas prisioneiras forçadas a se prostituírem nos campos de concentração eram mulheres rotuladas pelos nazistas de ‘socialmente indesejáveis’ ou ‘antissociais’. Mas não havia nenhuma judia entre elas e nenhum judeu era admitido entre os frequentadores destes bordéis”, explica o pesquisador.
[…]
“Por um lado, a maioria das mulheres que eram recrutadas para os bordéis nunca se livraram do estigma de serem consideradas antissociais e, por isso, não gostam de falar a respeito daquilo que vivenciaram. Há de se ressaltar que nenhuma delas recebeu, algum dia, qualquer ressarcimento pelo sofrimento por que passou depois da guerra”, observa Sommer.

Além disso, tanto Sommer quanto Eschebach acentuam que o assunto “bordéis em campos de concentração” veio sendo mantido como um tabu por várias décadas. “O tema ‘bordéis e sexualidade’ não combina com a imagem daquilo que os campos de concentração nazistas sempre simbolizaram para o público. Há necessidade de muitas explicações para colocar as coisas no contexto certo. E somente poucas pessoas, até hoje, tentaram fazer isso”, diz Sommer.

O pesquisador diz que, enquanto a ideia por trás dos bordéis era a de aumentar a produtividade através de incentivos para os prisioneiros, essa estratégia nunca realmente funcionou. Segundo ele, poucos eram os prisioneiros que ainda estavam em boas condições físicas para ficarem frequentando bordéis. Autor: Hardy Graupner (rb/rtrs/sv)”

Trechos extraídos de http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4582960,00.html