E viva o vulcão!

Mais uma para o contos e causos… Nossas peripécias e bobeiras. Todo mundo as comete, não?
Era um vôo para Amsterdam que tinha escala em Madrid. Duas horas em Barajas. Chegávamos dez da manhã e o vôo estava marcado para sair ao meio dia e meio. Não houve atrasos e chegamos no horário marcado. Duas horas no aeroporto de Madrid até que não era tão mal, ao menos pra mim. Barajas tem praticamente um mini-shopping ali, com um pouquinho de tudo (não é aquela coisa de só perfume e chocolate).

Tranquilamente, fomos eu e meu marido dar uma volta. Experimentei uma blusa que logo me apaixonei e uma  uma bota de cano alto numa promoção imperdível. Ele um tênis da Geox. Depois de algum tempo de passeio, conferimos no celular… Já era meio dia, era bom nos dirigirmos até nosso portão de embarque, porque algumas placas no aeroporto sinalizavam 20 minutos de caminhada até lá (sempre penso que essas placas podem estar erradas, mas, por experiência, já aprendi que elas nunca estão).

Entre uma esteira e outra, olhei o relógio aeroporto. Marcava uma da tarde. Falei:

– Cá, olha isso. Já é UMA da tarde!
– Ah… Esse relógio está errado. Ou…
– Não Cá, o relógio está certo. O fuso! Lisboa é 1hr a menos! Nossa passagem dizia que chegava 10 e saia meio dia, mas era meio dia daqui, Cá. Aqui é uma hora a mais!
– Corre…!

Saímos os dois desabalados! Falei pronto, já era. Sabe quando passa um flash na sua cabeça? Em uma fração de um milésimo de segundo, todos os problemas que enfrentaríamos por perder essa conexão vieram na minha cabeça: nossa reserva no hotel, dinheiro, pagar uma nova passagem. Meu Deus, como é que fizemos uma dessa, mancada!

Depois de uma correria enorme, quase atropelar uma velhinha e algumas crianças na esteira, chegamos no portão. Delayed.  D-E-L-A-Y-E-D!!!!!

Eu quase não acreditava. Ainda ofegando e com a respiração forte, conseguimos ouvir no espanhol e em inglês as comissárias informarem que o vôo pra Amsterdam estava atrasado devido à intervenção do querido vulcão na Islândia. Nunca fiquei tão feliz na minha vida por um atraso de um vôo. Thanks God, obrigada vulcão!

Roma e a camiseta…

Itália. Julho, calor… (Ah! O verão da Europa vai deixar saudades!)
Neste momento acabavamos de sair de um rigoroso inverno, e o calor, mesmo intenso, não nos assustava. Quando não se tem este sentimento chamado “medo” é que as coisas podem se complicar.  E assim, a conclusão de toda nossa euforia do primeiro verão na europa europeu, veio logo numa viagem em que saímos completamente desprepardos para enfrentar um verão não menos rigoroso do que o que inverno havia sido, com temperaturas entre rondando facilmente os 40graus centigrados.
Protetor solar, na Europa? SIM! LEVEM!
Minha pele avermelhada e alguma ardência não me deixou esquecer deste “pequeno” lapso por uns 03 dias após um passeio de gôndola por Veneza depois do almoço. Depois de quase virar um camarão à italiana, acabei comprando um protetor.
Não obstante a isto, minha mala estava repleta de blusinhas, tomara-que-caias e alcinhas. Qual o problema disto? Aparentemente nenhum, tudo em conformidade, se não tivesse faltado um pouco de informação sobre cultura local, nunca é demais para quem vai passar alguns dias.
Recapitulando: minha família é católica, fui criada dentro desta religião (embora eu nem sempre tenha sido um exemplo de assiduidade). Entretanto, uma coisa era líquido e certo na minha cabeça: quem implicava com roupas, cabelo etc eram as Igrejas evangélicas, não Católica. Preconceitos… Como sofremos com eles, não?
Chegando à Itália, che bella sorpresa!  A entrada nas Igrejas não eram autorizadas de blusinha. Que…? Sim! E fui retirada de dentro de uma Igreja porque eu estava com uma frente-única (mega comportada, diga-se de passagem) mas que mostrava os OMBROS, e lá não pode!
Corri pro hotel e revirei as minhas malas. Não havia uma, nenhuma blusinha sequer que fosse de manga. Pudera… As mínimas na previsão do tempo para todas as cidade que visitaríamos era 29 graus. As mínimas! Desesperei, porque nosso próximo destino no outro dia cedo era Roma. Como iria entrar na Basílica de San Pietro? Não poderia jamais perder de ver a Basílica, o túmulo de Pedro, a Cappella Sistina.
Em Roma, todos os pensamentos possíveis passaram pela minha cabeça. Suborno não colaria, funciona mais no Brasil do que lá. Comprar uma blusa nova, era a saída. Só tínhamos 02 dias em Roma e o roteiro de passeios já estava bem apertado. Teríamos que sacrificar algo para procurarmos uma blusa, já que a região do hotel era desértica neste sentido.
Pensa, pensa, pensa. Plim…
Pensei, coloco um vestido meu que vai até o joelho e uma camiseta do meu esposo por cima. Pronto.Vai ficar feio? Sim, rídiculo! Mas não estava me importando! Não queria prejudicar nosso passeio e queria é entrar na Basílica. Talvez em Roma nem precisase usar isso, quem sabe se não seria só em Veneza que eles eram mais futricas, cidade pequena… Via das dúvidas, camiseta pra mochila logo.
Roma… Basílica de San Pietro.
Em Roma, não vi o Rei, mas tive a certeza que a roupa que o rato NÃO roeu me seria extremamente necessária. Da fila quilométrica de entrada da Basílica já pude ver um lugarzinho estilo raio X de aeroporto em que os guardinhas estavam barrando as pobres mulheres com roupas “indecorosas”, alcinhas e saias com dois dedos acima do joelhos…
Havia uma plaquinha com um risco vermelho em cima de figura de uma mulher com ombros apararecendo, outra figura de saia curta e shorts curto para homens. Não bastasse ser verdade, a tirania era organizada! Sem conversa, com estes trajes, ficava mesmo fora. Vi pessoas sendo tiradas da fila, fiquei com dó.
Ah, camiseta, amica mia. Embora estanhissima (feia mesmo, fala sério!), ninguém poderia dizer que eu estava em trajes abusivos. E assim fui eu:
O cabelo preso ainda ajuda a compor todo o visual, não? haha
O sol estava escaldante. Lá em cima tirei coloquei a camiseta só no meu ombro.
Afinal não era dentro da Igreja, certo? Caso pedissem, eu voltava.
Essa foi minha aventura em Roma. Fica aí minha dica: RECATO NAS IGREJAS ITALIANAS! Decotes? Jamais! Saia, só pra baixo do joelho. E cubra bem os ombros! Isso vale para os homens também.
Ah… E se quer mais uma dica: leve uma sombrinha! O sol de julho é demais em Roma.

Zoológico de Lisboa

Fiquei emocionada ao ir ao zoológico daqui de Lisboa. Sabe aquele passeio que você fica protelando? Vou amanhã, quando estiver sol, isto, aquilo. Ah, se eu soubesse antes… Tive uma surpresa maravilhosa ao chegar lá: espetáculo com golfinhos!
Era uma coisa que eu sempre quis ver! Quando eu era bem pequenininha, pedia para que meu pai trouxesse “postais dos golfinhos” quando ia viajar. E eu só recebia postais de cidades! Era muito pequenininha, não entendia que as cidades que ele passava não tinha  espetáculos de golfinhos.  Era um sonho de criança mesmo. Me encantei com o Zoo de Lisboa… Segue alguns clicks do Zoo:
Depois do show, contiamos testando o zoom da câmera
Vai Cá, bobinho, vai brigar com ele. Olha o tamanho dele perto de você!
Soninho…
Essas coisinhas são de verdade. Amei o passeio!