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Livro sobre bordéis em campos de concentração nazista (post 2)

“Bordéis eram criados para ‘incentivar’ trabalhadores forçados. Embora não muito conhecido, nunca foi realmente um segredo o fato de que os nazistas mantinham bordéis em campos de concentração. Um pesquisador alemão reuniu informações sobre o assunto e publicou um livro a respeito.

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O livro é baseado em numerosas entrevistas com pequenos grupos de sobreviventes. De acordo com Sommer, os oficiais da SS eram convencidos de que os trabalhadores forçados se empenhariam mais se lhes fosse prometida a possibilidade de fazer sexo.
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Sommer estima em 200 o total de prisioneiras forçadas a trabalhar em bordéis, inicialmente atraídas pela perspectiva de escaparem das brutalidades dos campos de concentração. A promessa de liberdade, no entanto, nunca era cumprida, revela Sommer.
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A grande maioria destas prisioneiras forçadas a se prostituírem nos campos de concentração eram mulheres rotuladas pelos nazistas de ‘socialmente indesejáveis’ ou ‘antissociais’. Mas não havia nenhuma judia entre elas e nenhum judeu era admitido entre os frequentadores destes bordéis”, explica o pesquisador.
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“Por um lado, a maioria das mulheres que eram recrutadas para os bordéis nunca se livraram do estigma de serem consideradas antissociais e, por isso, não gostam de falar a respeito daquilo que vivenciaram. Há de se ressaltar que nenhuma delas recebeu, algum dia, qualquer ressarcimento pelo sofrimento por que passou depois da guerra”, observa Sommer.

Além disso, tanto Sommer quanto Eschebach acentuam que o assunto “bordéis em campos de concentração” veio sendo mantido como um tabu por várias décadas. “O tema ‘bordéis e sexualidade’ não combina com a imagem daquilo que os campos de concentração nazistas sempre simbolizaram para o público. Há necessidade de muitas explicações para colocar as coisas no contexto certo. E somente poucas pessoas, até hoje, tentaram fazer isso”, diz Sommer.

O pesquisador diz que, enquanto a ideia por trás dos bordéis era a de aumentar a produtividade através de incentivos para os prisioneiros, essa estratégia nunca realmente funcionou. Segundo ele, poucos eram os prisioneiros que ainda estavam em boas condições físicas para ficarem frequentando bordéis. Autor: Hardy Graupner (rb/rtrs/sv)”

Trechos extraídos de http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4582960,00.html

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