Roma e a camiseta…

Itália. Julho, calor… (Ah! O verão da Europa vai deixar saudades!)
Neste momento acabavamos de sair de um rigoroso inverno, e o calor, mesmo intenso, não nos assustava. Quando não se tem este sentimento chamado “medo” é que as coisas podem se complicar.  E assim, a conclusão de toda nossa euforia do primeiro verão na europa europeu, veio logo numa viagem em que saímos completamente desprepardos para enfrentar um verão não menos rigoroso do que o que inverno havia sido, com temperaturas entre rondando facilmente os 40graus centigrados.
Protetor solar, na Europa? SIM! LEVEM!
Minha pele avermelhada e alguma ardência não me deixou esquecer deste “pequeno” lapso por uns 03 dias após um passeio de gôndola por Veneza depois do almoço. Depois de quase virar um camarão à italiana, acabei comprando um protetor.
Não obstante a isto, minha mala estava repleta de blusinhas, tomara-que-caias e alcinhas. Qual o problema disto? Aparentemente nenhum, tudo em conformidade, se não tivesse faltado um pouco de informação sobre cultura local, nunca é demais para quem vai passar alguns dias.
Recapitulando: minha família é católica, fui criada dentro desta religião (embora eu nem sempre tenha sido um exemplo de assiduidade). Entretanto, uma coisa era líquido e certo na minha cabeça: quem implicava com roupas, cabelo etc eram as Igrejas evangélicas, não Católica. Preconceitos… Como sofremos com eles, não?
Chegando à Itália, che bella sorpresa!  A entrada nas Igrejas não eram autorizadas de blusinha. Que…? Sim! E fui retirada de dentro de uma Igreja porque eu estava com uma frente-única (mega comportada, diga-se de passagem) mas que mostrava os OMBROS, e lá não pode!
Corri pro hotel e revirei as minhas malas. Não havia uma, nenhuma blusinha sequer que fosse de manga. Pudera… As mínimas na previsão do tempo para todas as cidade que visitaríamos era 29 graus. As mínimas! Desesperei, porque nosso próximo destino no outro dia cedo era Roma. Como iria entrar na Basílica de San Pietro? Não poderia jamais perder de ver a Basílica, o túmulo de Pedro, a Cappella Sistina.
Em Roma, todos os pensamentos possíveis passaram pela minha cabeça. Suborno não colaria, funciona mais no Brasil do que lá. Comprar uma blusa nova, era a saída. Só tínhamos 02 dias em Roma e o roteiro de passeios já estava bem apertado. Teríamos que sacrificar algo para procurarmos uma blusa, já que a região do hotel era desértica neste sentido.
Pensa, pensa, pensa. Plim…
Pensei, coloco um vestido meu que vai até o joelho e uma camiseta do meu esposo por cima. Pronto.Vai ficar feio? Sim, rídiculo! Mas não estava me importando! Não queria prejudicar nosso passeio e queria é entrar na Basílica. Talvez em Roma nem precisase usar isso, quem sabe se não seria só em Veneza que eles eram mais futricas, cidade pequena… Via das dúvidas, camiseta pra mochila logo.
Roma… Basílica de San Pietro.
Em Roma, não vi o Rei, mas tive a certeza que a roupa que o rato NÃO roeu me seria extremamente necessária. Da fila quilométrica de entrada da Basílica já pude ver um lugarzinho estilo raio X de aeroporto em que os guardinhas estavam barrando as pobres mulheres com roupas “indecorosas”, alcinhas e saias com dois dedos acima do joelhos…
Havia uma plaquinha com um risco vermelho em cima de figura de uma mulher com ombros apararecendo, outra figura de saia curta e shorts curto para homens. Não bastasse ser verdade, a tirania era organizada! Sem conversa, com estes trajes, ficava mesmo fora. Vi pessoas sendo tiradas da fila, fiquei com dó.
Ah, camiseta, amica mia. Embora estanhissima (feia mesmo, fala sério!), ninguém poderia dizer que eu estava em trajes abusivos. E assim fui eu:
O cabelo preso ainda ajuda a compor todo o visual, não? haha
O sol estava escaldante. Lá em cima tirei coloquei a camiseta só no meu ombro.
Afinal não era dentro da Igreja, certo? Caso pedissem, eu voltava.
Essa foi minha aventura em Roma. Fica aí minha dica: RECATO NAS IGREJAS ITALIANAS! Decotes? Jamais! Saia, só pra baixo do joelho. E cubra bem os ombros! Isso vale para os homens também.
Ah… E se quer mais uma dica: leve uma sombrinha! O sol de julho é demais em Roma.

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